Boi Tolo é destaque no ‘New York Times’: ‘Uma festa que simplesmente não acaba’
Desfile do Boi Tolo de 2015 Tata Barreto/Riotur O New York Times publicou nesta terça-feira (17) uma reportagem sobre o Boi Tolo, um dos blocos mais icônicos ...
Desfile do Boi Tolo de 2015 Tata Barreto/Riotur O New York Times publicou nesta terça-feira (17) uma reportagem sobre o Boi Tolo, um dos blocos mais icônicos do carnaval de rua do Rio, que este ano completou 20 anos. O cortejo foi no último domingo (15) e atraiu uma multidão. Com o título “A Rio Carnival Party That Goes On and On” (“Uma festa de carnaval no Rio que continua e continua”), o jornal descreve o bloco como símbolo da celebração popular, longe do glamour dos desfiles oficiais. Logo no subtítulo, o NYT destaca: “O Boi Tolo, uma das festas de rua mais icônicas da cidade, passou a representar a celebração reluzente e crua, de base popular, distante do glamour dos desfiles oficiais.” A reportagem acompanha um dia inteiro do bloco, descrito como uma espécie de “maratona itinerante”. “O Boi Tolo não tem horário, roteiro ou trajeto definidos, mas reúne milhares de foliões eufóricos marchando pela cidade em ritmo frenético.” Neste ano, o bloco foi dividido em 3 “boiadas”, que saíram de diferentes pontos do Centro da cidade e se encontraram no Túnel Novo, que liga Botafogo a Copacabana — o auge do cortejo. Muitos chegam a andar 10 km. O texto do jornal norte-americano ressalta que acompanhar o bloco exige resistência. “Ao longo do caminho, você começa a se perguntar: ‘Será que eu desisto? Eu vou desistir’, disse Lucas Fagundes, 35 anos. ‘É como o teste definitivo da sua resistência.’” 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Desfile do Boi Tolo de 2015 Tata Barreto/Riotur O NYT também explica a origem do nome, surgido há 2 décadas, depois que um grupo foi a uma praça para um bloco anunciado no jornal — que não existia. “Frustrados, decidiram improvisar (…) Um folião pegou um pedaço de papelão e escreveu com batom ‘Boi Tolo’ — por terem caído no anúncio errado.” A reportagem também enfatiza o caráter espontâneo e popular do bloco. “‘O Boi Tolo só existe porque as pessoas querem que ele exista’, disse Luís Otávio Almeida, um dos fundadores. ‘O carnaval é feito na rua. É feito pelo povo.’” O texto ainda descreve o momento em que o cortejo atravessa os túneis rumo à orla como o ponto alto do dia. “A batida acelerou, ecoando pelo túnel. A multidão explodiu em júbilo eufórico. ‘É mágico’, disse Pérola Mendonça, 26. ‘É uma sensação incrível de êxtase.’” Após 12 horas de desfile, muitos ainda se recusavam a ir embora. O coro que ecoava na areia sintetizava o espírito do bloco. “Eu não vou embora! Eu não vou para casa!”, gritavam os foliões, pulando na areia. Fervo da Lud leva milhares de foliões ao Centro do Rio